quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009




fumante de cigarros, a fumaça não esconde tão bem quanto tu pensas.


uma garota de bikini, transparente como poucas coisas são ao seu redor,


senta ao lado da piscina, molhada com suas roupas brancas.
e universos colidem, assim como a tarde continua,
e as cotinas se fecham e a dignidade vai para o saco.
seu irmão frequenta strip-bars, para preencher todo o tempo perdido.
ela poderia ser uma das vagabundas, mas prefere seguir os conselhos de sua mãe.

será que ele vai descobrir um dia, que tudo que o rodeia é de plástico?

será que ele lembra de se perguntar as vezes, quais as sensações boas que vai levar daqui,

já que vai ser dificil carregar os corpos de suas vadias, e toda sua lataria em ouro?





fumante de cigarros, desculpe mas estamos todos inseguros.
ah, eu quis dizer, talvez nem estejamos mais.


ou talvez estejas tu inseguro, e medroso. assim como todas vocês, pessoas!
aposto que se saboreassem uma gota de sua verdadeira essência vomitariam até as tripas.
e eu assistiria vibrante, suas pupilas dilatando e percebendo o galinheiro onde estão vivendo agora.
será que marcaram um dia pra isso finalmente acontecer? não sei.


a fumaça dos cigarros, deve estar entrando em seus olhos, por isso tão cegos.


choram pela fumaça que arde seus olhos, e esquecem de chorar quando o coração quer dizer algumas coisas.

apaixonam-se por grifes e modelos do tipo "novela", e esquecem de apaixonar-se sem querer.
enlouquecem quando mastigam um papel de LSD, e esquecem de enlouquecer quando assistem ao nascer/pôr do sol.

onde vc quer chegar? não. não é uma daquelas perguntas previsiveis --'

ONDE É MESMO QUE VOCÊ ESTÁ QUERENDO CHEGAR?





chegue até lá, e deixe toda a herança para os seus filhos. mas tenha certeza que levou alguma coisa útil daqui, por que se um dia você for uma árvore ao invéz de um macaco sem pêlos, as loirááássas que você tranzava e pagava bebidas, não irão valer muito mais pra ti do que adubo.


E os cigarros? uhh, pelo menos serviram como um perfeito disfarce.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

por aquilo que cativas.

Mesmo que de longe eu não enchegue nada, de tão miope, faço um esforço grande.
eu acho que enchergo alguem, a beira de um lago,
sozinho e pensante como um sapo.
que está mas não sabe, sobre os cuidados de um miope,
cozendo um casaco de llama,
com os pés todos sujos de lama,
esperando que tu volte a lavar-los,
pra que eu possa deitar denovo,
tranquilo contigo em minha cama.

e nada de lençóis sujos de culpa.
prefiro beber suas lágrimas,
do que ver minha sala de estar
parecendo mais um mar.

fica tu tranquila, que a vida é uma roda gigante.


"- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos, Se tu queres um amigo, cativa-me! Que é preciso fazer? perguntou o principezinho. É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longede mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto."