sexta-feira, 28 de maio de 2010

ir e vir
ver e rir
guardar e jogar
fora.

um dia eu te enchi de papéizinhos, com versinhos e tudo que transbordou, enquanto eu borbulhava.
Ai passou. Agora você lê e não chora, e eu choro por que te dei, e agora não posso mais ler.
maldita mania de guardar coisinhas, ou de querer guardar mas dar, e depois não poder pegar de volta.

ver e ir
lembrar e rir
jogar e guardar
dentro.

e o de menos é o papelzinho que eu te dei.

domingo, 23 de maio de 2010



existirmos: a que será que se destina?

Muda, és tão presa.

Não nasceste ainda e pouco sabes sobre o mundo e as palavras.

Eu sei que o teu caso é o tempo passar e é por isso que te deixo ao sol. Sei que és deste mundo e mato tua sede com água pura.

E tudo isso em troca de qualquer coisa que cure a minha falta de saber esperar.

Tolo, tonto, palerma, parvo, papalvo, pacóvio, pascácio, pateta, pato, sonso, tanso, eu. Que desconheço quão bela és a quem paga o preço.