Esse amor, que na verdade é apelido pra tezão, paixão ou qualquer coisa que te convença
é pretexto pra putaria. Já que a contradição é de natureza humana e que eu apesar achar que sou extra, pouco deixo de ser terrestre, vou escrever poesia pra contrastar a prosa fria que antecedeu o seguinte:
Mariana, que dentes lindos tu tens, e que boca
tens tanto um ar de mãe que quase me sinto um pai ao teu lado
pai de quem nem nasceu
o bipe do celular me acorda de manhã e eu logo lembro do teu rétimo
quase em linha rítmica
como se o teu jardim fosse laranjado a manhã toda
teus retalhos são decoração triste da tua desordem criativa
espalhados pela casa, cobrindo as pontas e os prontos
pra compensar a maquiagem que não usas
é tão bom ouvir o adormecer da tua lucidez
e assistir ao colorido amanhecer da tua loucura
mas teus fatos são chatos, e tua realidade é crua
não me excitas nua
são teus retalhos acostumados uns aos outros
que te tapam e me cegam
e ai eu penso que amo
pindorama
tens tanto um ar de mãe que quase me sinto um pai ao teu lado
pai de quem nem nasceu
o bipe do celular me acorda de manhã e eu logo lembro do teu rétimo
quase em linha rítmica
como se o teu jardim fosse laranjado a manhã toda
teus retalhos são decoração triste da tua desordem criativa
espalhados pela casa, cobrindo as pontas e os prontos
pra compensar a maquiagem que não usas
é tão bom ouvir o adormecer da tua lucidez
e assistir ao colorido amanhecer da tua loucura
mas teus fatos são chatos, e tua realidade é crua
não me excitas nua
são teus retalhos acostumados uns aos outros
que te tapam e me cegam
e ai eu penso que amo
pindorama
Um comentário:
gosto do que tua poesia diz, e de como ela fala...
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