sábado, 10 de julho de 2010

Quem escreve sobre amor e publica, mostra as cartas. Entrega o jogo.
Esse amor, que na verdade é apelido pra tezão, paixão ou qualquer coisa que te convença
é pretexto pra putaria. Já que a contradição é de natureza humana e que eu apesar achar que sou extra, pouco deixo de ser terrestre, vou escrever poesia pra contrastar a prosa fria que antecedeu o seguinte:

Mariana, que dentes lindos tu tens, e que boca
tens tanto um ar de mãe que quase me sinto um pai ao teu lado
pai de quem nem nasceu

o bipe do celular me acorda de manhã e eu logo lembro do teu rétimo
quase em linha rítmica
como se o teu jardim fosse laranjado a manhã toda

teus retalhos são decoração triste da tua desordem criativa
espalhados pela casa, cobrindo as pontas e os prontos
pra compensar a maquiagem que não usas

é tão bom ouvir o adormecer da tua lucidez
e assistir ao colorido amanhecer da tua loucura
mas teus fatos são chatos, e tua realidade é crua

não me excitas nua
são teus retalhos acostumados uns aos outros
que te tapam e me cegam
e ai eu penso que amo










pindorama








Um comentário:

Sarita disse...

gosto do que tua poesia diz, e de como ela fala...