quinta-feira, 24 de março de 2011

sinto quase sempre ( e isso não é passivel de decisão, talvez de autoridade sobre mim mesmo), que alguem observa o que eu escrevo, o que eu planejo entre os dedos esquerdos que tocam direitos ritmicamente, a mirada ao nada que na verdade é cheio de coisa nenhuma e branco assim é repleto de espaço incompleto pronto pra se sujar de tinta.

estudo agora maneiras diversas de enfeitar isso que eu gosto de fazer aqui, e sempre fiz sem preocupação nenhuma. fui incentivado a questionar cada coisa em blocos que questionados já deixam de ser unicas e passam a ser pedaços. Os pedaços são tão mais valiosos que o negócio todo encaixado! quanto mais pedaços, mais possibilidades de formas. Posso usar tudo, um pouco, tirar um ou só o quinto, formar quatro do que era um, ou um do que era quatro. Boto uma coisinha aqui, invento outra alí, digo coisa que não era e agora é só por que eu quero, e eu querendo minto e se eu quiser faço disso tudo verdade, assim como foi feito por "não sei quem" essa mentira toda que se aceita como realidade.

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