sexta-feira, 6 de agosto de 2010

circo de mão beijada

a vida sem calças? me pergunte como.
quem não esconde o rabo que mostre a primeira perna
quem não tem pecado que não mostre nada,
ou que mostre a lingua furada!
Que seja despejada toda a mentira que está guardada,
Adulterados sejam os mentirosos e não as crianças, nem a água.
prender por que os loucos e os contadores de piada?

Parabéns malfeitores, fazem vocês já que eu não faço nada.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tinjo-me romântico
mas sou vadio computador

Só que sofri tanto
que grito porém daqui pra frente


OUTRAS PALA
VRAS

segunda-feira, 12 de julho de 2010

preciso mudar de habitos, preciso mudar de lar,
eu mudo e mudo mas todo lugar parece o mesmo

há sim um lugar novo, mas este está em outro andar.
não é só como pular de sofá em sofá

tem mais a ver com pular do prédio
e subir tudo de novo.


- dessa vez pelas escadas

sábado, 10 de julho de 2010

Quem escreve sobre amor e publica, mostra as cartas. Entrega o jogo.
Esse amor, que na verdade é apelido pra tezão, paixão ou qualquer coisa que te convença
é pretexto pra putaria. Já que a contradição é de natureza humana e que eu apesar achar que sou extra, pouco deixo de ser terrestre, vou escrever poesia pra contrastar a prosa fria que antecedeu o seguinte:

Mariana, que dentes lindos tu tens, e que boca
tens tanto um ar de mãe que quase me sinto um pai ao teu lado
pai de quem nem nasceu

o bipe do celular me acorda de manhã e eu logo lembro do teu rétimo
quase em linha rítmica
como se o teu jardim fosse laranjado a manhã toda

teus retalhos são decoração triste da tua desordem criativa
espalhados pela casa, cobrindo as pontas e os prontos
pra compensar a maquiagem que não usas

é tão bom ouvir o adormecer da tua lucidez
e assistir ao colorido amanhecer da tua loucura
mas teus fatos são chatos, e tua realidade é crua

não me excitas nua
são teus retalhos acostumados uns aos outros
que te tapam e me cegam
e ai eu penso que amo










pindorama








sexta-feira, 28 de maio de 2010

ir e vir
ver e rir
guardar e jogar
fora.

um dia eu te enchi de papéizinhos, com versinhos e tudo que transbordou, enquanto eu borbulhava.
Ai passou. Agora você lê e não chora, e eu choro por que te dei, e agora não posso mais ler.
maldita mania de guardar coisinhas, ou de querer guardar mas dar, e depois não poder pegar de volta.

ver e ir
lembrar e rir
jogar e guardar
dentro.

e o de menos é o papelzinho que eu te dei.

domingo, 23 de maio de 2010



existirmos: a que será que se destina?

Muda, és tão presa.

Não nasceste ainda e pouco sabes sobre o mundo e as palavras.

Eu sei que o teu caso é o tempo passar e é por isso que te deixo ao sol. Sei que és deste mundo e mato tua sede com água pura.

E tudo isso em troca de qualquer coisa que cure a minha falta de saber esperar.

Tolo, tonto, palerma, parvo, papalvo, pacóvio, pascácio, pateta, pato, sonso, tanso, eu. Que desconheço quão bela és a quem paga o preço.