segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Acompanhada, entra a policial científica vestindo sua farda sutil, e armada com sua munição discreta.
Ela vem pomposa, e com autoridade notável leva a minha mão até a barrilha de tinta - tinge.
Aí eu olho para minha mão e conto: mindinho, seu visinho, pai de todos, fura-bolo, mata piolho. Ela escolhe o último aperta contra o documento de identificação.
Pede meu cartão de identidade e analiza com precisão cada detalhe de meu polegar direito, filiação, nome, sobrenome, naturalidade, local de expedição e finalmente minha assinatura:

- Sou eu mesmo?

- Por hora, é.

Nenhum comentário: